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Meia-armador de futebol vistoso, Osmar Banks Machado – também conhecido como “Osmarzinho” – nasceu no município paranaense de Ventania em 23 de abril de 1954.

Revelado nas categorias amadoras do Coritiba Foot Ball Club (PR) em 1972, o promissor Osmarzinho ganhou espaço rapidamente e firmou o seu primeiro compromisso profissional em 1975.

Com uma rápida evolução, Osmarzinho foi aproveitado no time principal nas temporadas de 1975 e 1976, quando participou do elenco que consolidou o histórico hexacampeonato paranaense (1971,1972,1973,1974,1975,1976). 

Todavia, Osmarzinho apresentou uma queda de rendimento na fase decisiva do campeonato paranaense de 1976, uma instabilidade que representou o banco de reservas. (Revista Placar número 340 – 15 de outubro de 1976).

Justamente nesse mesmo período, o técnico Dino Sani e o auxiliar Dirceu Kruger contavam com uma verdadeira legião de boas opções, principalmente para o ataque e o setor de meia-cancha.

O Coritiba acreditou e Duílio e Osmarzinho deram conta do recado! Foto de Amilton Vieira. Crédito: revista Placar número 305 – 13 de fevereiro de 1976.
O talentoso Osmarzinho viveu altos e baixos no Coritiba. Foto de José Eugênio. Crédito: revista Placar número 340 – 15 de outubro de 1976.

Falamos de Caio, Eli, Nélson Lopes (ex-Corinthians), Nenê (ex-São Paulo), Paulinho, Plein, Tião (ex-Corinthians) e o paraguaio Colmam; sem esquecer de Aladim, um falso ponta-esquerda que também ajudava no meio de campo.

Por outro lado, uma boa parte da torcida do Coritiba estava bronqueada com o afastamento de Osmarzinho, o craque “prata da casa” com um futuro brilhante no Alto da Glória.  

De acordo com o site “coritiba.com.br”, Osmarzinho encerrou seu vínculo com o Coritiba em 1977, quando seu passe foi trocado com o meia Alfredo do Botafogo Futebol Clube da cidade de Ribeirão Preto (SP).

Na época, o plantel do Botafogo contava com jogadores de grande categoria e experiência; como o goleiro Aguilera, o veterano Lorico e os “fora de série” Sócrates e Zé Mário.

Apresentando uma campanha excelente no primeiro turno do certame paulista de 1977, o Botafogo do treinador Jorge Vieira teria pela frente o Guarani na semifinal da competição no Estádio do Pacaembu.

Uma das formações do Coritiba na temporada de 1976. Em pé: Jairo, Bira, Oberdan, Adaílton, Nenê e Humberto. Agachados: Membro da Comissão Técnica, Wilton, Eli Carlos, Luisinho, Osmarzinho e Aladim. Crédito: revista Placar.
Osmarzinho em sua grande passagem pelo Botafogo de Ribeirão Preto (SP). Coleção “Ping-Pong Futebol Cards”. Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

O confronto terminou empatado em 0x0 no tempo normal e nos 30 minutos da prorrogação, resultado que qualificou o tricolor de Ribeirão Preto para enfrentar o São Paulo na final.

Com o mando de jogo da Federação Paulista de Futebol, o dia 18 de maio ficou marcado na história do clube da “Pantera”. Em noite fria no Morumbi, o Botafogo empatou com o São Paulo (tempo normal e prorrogação) em 0x0.

Mesmo com o empate sem gols no marcador, o time de Ribeirão Preto garantiu o título inédito da “Taça Cidade de São Paulo”, pelo critério preestabelecido de melhor campanha.

A partida foi acompanhada pelo então treinador da Seleção Brasileira Cláudio Coutinho, que estava confortavelmente instalado na Tribuna de Honra do Estádio do Morumbi.

Durante dias, os festejos na cidade pareciam não ter fim! Abaixo, os registros do inesquecível duelo entre “tricolores” na partida decisiva da Taça Cidade de São Paulo de 1977:

Na Rua Javari pelo campeonato paulista, Juventus e Botafogo ficaram no empate em 2×2. No lance, partindo da esquerda; Osmarzinho, João Traina, Mário, o juventino Xaxá, o interminável Lorico e o árbitro Almir Laguna. Crédito: revista Placar – 15 de abril de 1977.
Pelo campeonato brasileiro de 1977, o Cruzeiro venceu o Botafogo (SP) por 3×1 no Mineirão. No lance, Osmarzinho tenta cercar o lateral mineiro Luís Cosme. Foto de Célio Apolinário – Crédito: revista Placar número 397 – 2 de dezembro de 1977.

18 de maio de 1977 – Campeonato paulista – Partida decisiva da Taça Cidade de São Paulo – São Paulo 0x0 Botafogo – Estádio do Morumbi (SP) – Árbitro: Oscar Scolfaro.

São Paulo: Waldir Peres, Antenor, Jaime, Arlindo e Gilberto; Tecão, Teodoro (Muricy) e Pedro Rocha (Frazão); Terto, Serginho e Zé Sérgio. Técnico: Rubens Minelli. Botafogo: Aguilera (Leonetti), Wilson Campos, Miro, Manoel e Mineiro; Mário e Lorico; Zé Mário, Sócrates, Osmarzinho (João Carlos Traina) e João Carlos Motoca. Técnico: Jorge Vieira.

Depois da passagem pelo Botafogo de Ribeirão Preto (SP), Osmarzinho defendeu também o Londrina (PR), São Bento (SP) e finalmente o Mogi Mirim (SP), onde encerrou sua caminhada pelos gramados em meados de 1987.

Longe do mundo da bola, Osmarzinho passou por momentos difíceis em 2021. O ex-jogador recebeu alta do Hospital Regional de Bebedouro no dia 25 de maio, depois de 23 dias internado por complicações da Covid-19.

A esposa do ex-jogador, Donizeti Aparecida Machado (63 anos) e o filho Osmar Bancks Júnior (40 anos), não resistiram aos efeitos da doença e faleceram nos dias 2 e 12 de maio, respectivamente.

O quinto agachado partindo da esquerda, Osmarzinho aparece no bom elenco do Botafogo (SP) em 1979. Foto de Manoel Motta. Crédito: revista Placar número 468- 13 de abril de 1979.
No Estádio Brinco de Ouro pelo campeonato paulista, o Guarani de Renato e Zenon venceu o Botafogo de Osmarzinho por 2×1. Foto de Ronaldo Kotscho. Crédito: revista Placar número 470 – 27 de abril de 1979.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Amilton Vieira, Carlos Maranhão, Célio Apolinário, José Eugênio, José Pinto, Manoel Motta, Mílton Ivan e Ronaldo Kotscho), revista Manchete Esportiva, Jornal A Gazeta Esportiva, botafogosp.com.br, campeoesdofutebol.com.br, coritiba.com.br, globoplay.globo.com, albumefigurinhas.no.comunidades.net.