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Parrudo, alegre e com uma condição atlética de dar inveja, Ari Ercílio foi contratado pelo Fluminense para brilhar ao lado de outras estrelas que também chegavam: Gerson, o “Canhotinha de Ouro” e o artilheiro Artime.

Sua apresentação no Rio de Janeiro foi cercada de muita expectativa pela grande promoção de marketing criada pelos cartolas do tricolor naquela oportunidade.

Mas sua paixão pela pescaria lhe reservou uma fatalidade naquela segunda feira triste de 20 de novembro de 1972.

O traiçoeiro local que vitimou Ari Ercílio. Crédito: revista Placar - 1 de dezembro de 1972.

O traiçoeiro local que vitimou Ari Ercílio. Crédito: revista Placar – 1 de dezembro de 1972.

Artime, Gerson e Ari Ercílio. Crédito: revista do Fluminense número 155 - 1972.

Artime, Gerson e Ari Ercílio. Crédito: revista do Fluminense número 155 – 1972.

Ari Ercílio Barbosa nasceu em 18 de agosto de 1941 na cidade de Porto Alegre (RS). Aos dezenove anos firmou seu primeiro compromisso com o Sport Club Internacional.

Lateral direito de origem, atuou também como zagueiro durante sua carreira. Sempre lembrado por sua alegria e pelo bom caráter, Arí só teve amigos no mundo da bola.

Seu primeiro título estadual aconteceu em 1961 e teve sabor especial ao impedir o hexacampeonato do rival Grêmio.

Depois desse triunfo, o “Colorado” amargou um incômodo jejum até 1969, quando levantou o caneco novamente.

Esse é o time do Internacional campeão gaúcho de 1961. Em pé: Ezequiel, Ari Ercílio, Silveira, Zangão, Kim e Cláudio Danni. Agachados: Sapiranga, Flávio Minuano, Alfeu, Osvaldinho e Gilberto. Crédito: site do Milton Neves.

Esse é o time do Internacional campeão gaúcho de 1961. Em pé: Ezequiel, Ari Ercílio, Silveira, Zangão, Kim e Cláudio Danni. Agachados: Sapiranga, Flávio Minuano, Alfeu, Osvaldinho e Gilberto. Crédito: site do Milton Neves.

Ari Ercílio e Mauro nos tempos de Corinthians. Crédito: reprodução revista A Gazeta Esportiva Ilustrada publicado no site do Milton Neves.

Ari Ercílio e Mauro no Corinthians. Crédito: reprodução revista A Gazeta Esportiva Ilustrada publicado no site do Milton Neves.

Contratado pelo Corinthians na temporada de 1963, Ari recebeu o complemento do “Ercílio” em razão da presença de Ari Clemente no elenco mosqueteiro.

Jogando pelo Corinthians, Ari Ercílio esteve em campo em 27 oportunidades obtendo 15 vitórias, 4 empates, 8 derrotas e nenhum gol marcado.

Os números foram publicados pelo reconhecido Almanaque do Corinthians, de autoria de Celso Dario Unzelte.

Sem conseguir muito sucesso em sua permanência no futebol paulista, Ari retornou ao futebol gaúcho para uma curta temporada no Esporte Clube Floriano (atual Novo Hamburgo) no final do ano de 1965, antes de assinar com o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense em 1966.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: albumefigurinhas.no.comunidades.net.

Crédito: revista Placar - 12 de novembro de 1971.

Crédito: revista Placar – 12 de novembro de 1971.

Pelo tricolor gaúcho, Ari Ercílio viveu sua melhor fase e conquistou os estaduais de 1967 e 1968. Ari também vestiu o uniforme canarinho em apenas duas ocasiões.

Ambas foram realizadas contra o selecionado chileno no mês de abril de 1966. Os compromissos foram válidos pela Taça Bernardo O’Higgins, apontando uma vitória pelo placar mínimo e uma derrota por 2×1, três dias depois em Viña del Mar.

Quando já contava com 31 anos de idade, surgiu uma oportunidade de ouro para jogar no badalado futebol carioca.

Em partida entre Grêmio e Santos, vemos, partindo da esquerda, Valdir Espinosa, Pelé e Ari Ercílio.

Em partida entre Grêmio e Santos, vemos, partindo da esquerda, Valdir Espinosa, Pelé e Ari Ercílio.

O São Paulo recebeu o Grêmio pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969. No lance, Arí Ercílio tenta parar o ponteiro esquerdo Paraná. Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo. Memória Pública – Jornal Última Hora.

O São Paulo recebeu o Grêmio pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969. No lance, Arí Ercílio tenta parar o ponteiro esquerdo Paraná. Crédito: Arquivo Público do Estado de São Paulo. Memória Pública – Jornal Última Hora.

Em 1972 o Fluminense queria Artime, queria Gerson, queria Ari Ercílio e queria conquistar novamente o campeonato carioca.

No final do mês de abril, os diretores do tricolor das Laranjeiras trabalharam bem e conseguiram trazer os três reforços que tanto interessavam.

O clima no clube era o melhor possível. Com esses reforços de peso, o técnico Paulo Amaral poderia agora armar um time com qualidade suficiente para manter o título estadual.

Na segunda feira de 20 de novembro de 1972, o elenco tricolor estava de folga depois da derrota para o Botafogo por 2×1.

Ari Ercílio observa uma disputa de bola entre Jairzinho e Oliveira. Crédito: cidadaofluminense.blogspot.com.br.

Ari Ercílio observa uma disputa de bola entre Jairzinho e Oliveira. Crédito: cidadaofluminense.blogspot.com.br.

Ari chamou sua esposa Helena e foram pescar na gruta da imprensa, ao longo da avenida Niemeyer. No final da tarde, quando já se preparava para voltar para casa, Ari escorregou nos rochedos e caiu no mar.

Ele lutou desesperadamente para subir de novo nas pedras e acabou perdendo suas forças, desaparecendo nas fortes correntes daquele lugar.

O corpo só foi encontrado cinco dias depois na praia do Pepino.

O Fluminense prestou toda assistência aos familiares comprometendo-se no pagamento integral dos salários (160.000 cruzeiros), até o final do contrato, em maio de 1974.

Crédito: revista Placar - 1 de dezembro de 1972.

Crédito: revista Placar – 1 de dezembro de 1972.

Créditos de imagens e informações para a criação do texto: revista Placar (por Teixeira Heizer) revista A Gazeta Esportiva Ilustrada, revista do Fluminense, gazetaesportiva.net, jajogueinogremio.blogspot.com.br, cbf.com.br, site do Milton Neves, cidadaofluminense.blogspot.com.br, scratchcorinthiano.blogspot.com.br, campeoesdofutebol.com.br, Almanaque do Corinthians – Celso Unzelte, Arquivo Público do Estado de São Paulo – Memória Pública – Jornal Última Hora, albumefigurinhas.no.comunidades.net.

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